Interação on-line X isolamento presencial: as pessoas interagem presencialmente cada vez menos

 Interação on-line X isolamento presencial: as pessoas interagem presencialmente cada vez menos

Pessoas podem conversar com estranhos do outro lado do mundo em tempo real. Podemos ter 1 milhão de “amigos” nas redes sociais.  Damos um match num crush e começamos a conversar remotamente em questão de segundos por um aplicativo de namoro on-line.

Pelas redes sociais, podemos “conhecer” a nova namorada do antigo colega de trabalho que não vemos há 10 anos; “conhecemos” o filho daquela prima que só vimos na infância; podemos, inclusive, estabelecer vínculos de “amizade” totalmente virtuais com pessoas que nunca vimos pessoalmente. 

Não se trata aqui de demonizar a tecnologia nem de afirmar que o mundo real e o mundo virtual não possam conviver.

As redes sociais não são totalmente maléficas, visto que as pessoas têm suas rotinas de vida, seus compromissos e tempo escasso para se encontrarem pessoalmente. As pessoas têm trabalho, tarefas domésticas, cuidados pessoais, enfim, as tarefas cotidianas que demandam tempo.

Quanto tempo do seu dia você passa nas Redes Sociais?

Tudo isso torna o contato à distância pelas redes sociais muito útil e prazeroso. É por meio delas que temos notícias de nossos parentes distantes e antigos amigos. Nesse cenário, as redes sociais são ótimas para aproximar quem está longe. 

Jovens têm cada vez mais dificuldade para socializar.

Mas, infelizmente, há um impacto muito negativo nisso. As pessoas têm cada vez mais dificuldade em criar vínculos afetivos verdadeiros e duradouros. Os smartphones e as redes sociais estimulam o individualismo e as relações superficiais. Isso acarreta dificuldades de socialização, inabilidades para conversar presencialmente, para falar em público, para interagir sem a “proteção” da tela do celular.

O resultado é a solidão e distanciamento físico. Lembrando que distanciamento é algo que pode acontecer mesmo em pessoas fisicamente próximas. Por exemplo, duas pessoas sentadas numa mesa, mas cada uma concentrada no seu respectivo celular. Essas duas pessoas estão distantes, embora fisicamente próximas, já que não há interação entre elas. 

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Outro aspecto negativo é a supervalorização do consumismo e da aparência. As redes sociais não são meros instrumentos de contato, mas ferramentas de exibição de status. Exibir artigos de luxo, fotos com filtro, viagens, tudo que indique uma vida próspera, beleza e diversão é o sonho de muitos jovens de hoje.

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As comparações com os perfis dos outros nas redes sociais enfraquecem a autoestima e muitas vezes levam as pessoas a postarem fotos manipuladas somente para ganharem um like.

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Não se trata aqui de demonizar a tecnologia nem de afirmar que o mundo real e o mundo virtual não possam conviver. A tecnologia e a internet trouxeram inúmeros benefícios, como o maior acesso à informação, agilidade nas tarefas e na comunicação.

Mas é preciso ponderar. O desafio é justamente encontrar o equilíbrio. Usar a tecnologia em nosso benefício sem perder a capacidade humana de se relacionar. Esse é o grande desafio do século XXI.

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