No Papo com Paulo: A Vida e a Comunicação Regional em Belo Horizonte
- Cultura Gente
Luane Figueiredo - Redação WikiSoft- 0
- 16 minutos para leitura
No episódio de hoje do WikiSoft, o convidado é Paulo Lima, estudante de jornalismo da UEMG, radialista na Nova Sertaneja BH e colaborador do portal BH 24 Horas. Durante a conversa, Paulo explora sua trajetória profissional, discutindo as motivações que o levaram a escolher a carreira de comunicador social, com ênfase na busca pela verdade e na importância da comunicação eficaz.
Em um dos momentos da entrevista, Paulo compartilha: “Desde criança, sempre fui aquela pessoa que queria falar a verdade sobre tudo. Qualquer fato, eu não podia esconder nada, ou se tinha algum fato alterado, eu me incomodava. Então, sempre prezei pela veracidade.” Esse compromisso com a verdade é um dos pilares que o orienta até hoje na profissão.
Além disso, o episódio aborda os desafios enfrentados na transição da formação acadêmica para o mercado de trabalho, destacando a relevância do jornalismo local em Belo Horizonte. Paulo também analisa as oportunidades presentes no cenário atual, onde a comunicação digital e as redes sociais desempenham um papel fundamental na disseminação de informações.
A seguir, ouça a conversa completa e, para quem preferir, disponibilizamos a transcrição de um trecho do podcast.
- OUÇA O PODCAST
Luane Figueiredo:
“Oi, pessoal, bem-vindos a um episódio do podcast WikiSoft, onde a gente sempre olha pelo
lado ensolarado da vida. Eu sou a Luane Figueiredo, e hoje eu tenho a alegria de receber
um grande amigo meu, que é o Paulo Lima. O Paulo, ele é estudante da UEMG, e ele
está formando em jornalismo, e atualmente ele está trabalhando na Rádio Nova Sertaneja
BH, e também no portal BH 24 Horas. Obrigada, Paulo, por você ter concedido a mim essa
entrevista, estou muito feliz de estar te entrevistando, porque você sabe que você é um
exemplo para mim, como comunicador, como pessoa, eu te admiro muito.”
Paulo Lima:
“Obrigada você, Luane, por essa oportunidade de estar aqui, de falar um pouco sobre os
meus estudos, o meu trabalho, a minha profissão, a minha experiência. Estou muito grato
por estar aqui, podendo participar do podcast.”
Luane Figueiredo:
“Bom, hoje a gente vai falar um pouquinho sobre a importância da comunicação local aqui
em BH. Um pouco sobre como o jornalismo regional faz diferença, quais são os seus
desafios, as oportunidades. E o Paulo, obviamente, ele tem muita experiência legal para
compartilhar com a gente. E para começar, Paulo, fala um pouquinho para a gente como
que foi sua jornada até aqui, o que te motivou a seguir essa carreira como comunicador
social.”
Paulo Lima:
“Então, desde criança eu sempre fui aquela pessoa que queria falar a verdade sobre tudo.
Qualquer fato, eu não podia esconder nada, ou se tinha algum fato alterado. Eu me
incomodava, então eu sempre fui uma pessoa que desde a minha infância eu prezei muito
pela veracidade. Nisso juntou com a comunicação também, que eu sempre gostei de me
comunicar, né, sempre gostei de me socializar com as pessoas. Então, juntou o útil ao
agradável, me fez querer seguir, pesquisar primeiramente a carreira do jornalismo e entrar
cada vez mais nesse mundo da comunicação, né, estudar mais esse meio, estudar o que
eu poderia fazer dentro da profissão do jornalismo. Até que eu fui fazer o Enem, fiz o Enem
por dois anos, e entrei na UEMG de Divinópolis, né, na unidade de Divinópolis, e aí dentro
da universidade eu fui moldando a minha vocação dentro mesmo da profissão, né, eu entrei
muito focado que eu queria seguir pra redação em si, pra ficar mais nos bastidores, mas aí
conforme eu fui tendo as matérias de rádio, TV, de ir mais pra frente das câmeras e
comunicar mais ao invés de só escrever, eu… acabei pegando esse gosto e essa paixão por
falar, por comunicar, por noticiar, e até cobrir eventos e aparecer mais na frente das
câmeras.”
''Quem não é visto não é lembrado''
Paulo Lima Post
Paulo Lima:
“Eu acho que pela nossa geração, pelo que a gente está inserido no momento, Eu
me sinto muito influenciado, até um pouco redundante, pelos influenciadores mesmo na
internet, pelo que eu vejo hoje nos conteúdos na internet a respeito de eventos e a respeito
de redes sociais mesmo, sabe? É claro que a gente vê jornalista no jornal desde a infância,
de jornal nacional, mas isso nunca foi aquilo que eu queria ser, eu nunca quis estar atrás de
uma bancada de jornal. Eu sempre tive vontade de seguir com eventos mais tecnológicos,
ou mais para a área do digital, ou mais por essa área, igual quando eu comecei a trabalhar
com rádio na faculdade, que a gente começou a fazer programas de rádio, eu peguei muito
gosto dessa questão de montar um programa, de fazer os quadros, os blocos, e querendo
ou não, o rádio aproxima um pouco mais, porque a TV, no caso, ela é mais engessada.
Então, assim… talvez o que tenha me influenciado foi os conteúdos na internet de hoje em
dia, os podcasts, essa maneira de passar a informação através do nosso próprio celular,
que seja, entendeu?”
Luane Figueiredo:
“Entendi. Você teve algum desafio que você se deparou no mundo profissional, que você
não aprendeu na faculdade, quando colocou em prática, você viu que era uma coisa
totalmente diferente daquilo que você aprendeu?”
Paulo Lima:
“Eu acho que quando a gente começa a trabalhar com jornalismo, sempre vai ser diferente
do ensino, né, da vida acadêmica, porque lá, de fato, é que nem tirar a carteira, né, na
autoescola, a gente vai estar na prática vai ser diferente do que é na teoria dentro de uma
sala de aula, então, assim, quando eu comecei a trabalhar com jornalismo mesmo, na parte
de redação, eu trabalho muito com editoria policial, né, com muitas notícias policiais, então,
na hora de ir para uma coletiva de imprensa, isso me impactou um pouco, me deu um… Me
assustou, porque a gente dentro da universidade está acostumado a trabalhar só com sala
de aula, com estúdio de gravação ali, só com a nossa sala de aula, com os nossos amigos
ali em grupo.
Só que quando a gente vai para fora da universidade, já trabalhando em uma
empresa mesmo, lá fora, a gente precisa conviver com os órgãos de segurança, e a galera
é muito mais séria do que a gente estava acostumado a lidar. Então, assim, me deu um
pouco de susto, mas… Nada do que a gente não vai aprendendo, né? Até porque você é
um profissional, você merece estar ali, você merece ser respeitado, você é um órgão de
imprensa, então, assim, mesmo que você esteja assustado, eu tentei manter a calma e
tentei pensar, eu estou aqui, eu mereço estar aqui, é o meu lugar, eu mereço a informação,
assim como qualquer outro jornalista que está aqui na coletiva de imprensa comigo, merece
a informação e eu vou tentar dar o meu melhor. Então, assim, eu acho que essa questão
das coletivas é o que eu lembro de… ter mais me espantado, assim, de diferente da
universidade, sabe?”
Luane Figueiredo:
”Sim. Você comentou comigo, anteriormente, de você ter ido numa coletiva de imprensa, da prefeitura, de Divinópolis, e eu queria saber como foi essa experiência, porque você falou agora de ser reconhecido como uma pessoa que tá lá, fazendo seu trabalho. Conta um pouco pra gente como foi essa experiência.”
Paulo Lima:
”É muito… Gratificante, extremamente gratificante para mim, enquanto estou começando na carreira, estou adquirindo as experiências ainda, sou uma pessoa jovem e, claro, você é igual, eu lido trabalho com muitas pessoas mais velhas que têm anos de experiência, têm anos de carreira e assim, no início a gente se assusta ter que trabalhar com essas pessoas, mas depois que você vê, passa a frequentar esses lugares, passa a ser chamado para esses lugares, porque o jornalismo é muito de networking, é muito de socializar e fazer seus contatos para depois você ser convidado em tais lugares também.
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- NAVEGUE PELO GUIA SOFT #COMER E #BEBER
Senti muito grato por ser respeitado nessas coletivas de imprensa, quando a gente tem uma pergunta, a gente entrevista, você vê o órgão, seja da polícia, ou seja de algum médico, ou seja de algum político, olhando no seu olho e te dando a resposta que você perguntou, ele está te respeitando ali, está te validando enquanto jornalista, então me sinto muito grato por estar ali no meu meio profissional. contar também a experiência que eu fui convidado na prefeitura pra um café com a imprensa então eu estava ali com outros profissionais da imprensa de Divinópolis, junto com políticos, então prefeito, vice-prefeito secretário de governo, vereadores estavam ali, então assim o que a gente antes tinha uma visão de estudante, né, meu Deus, é ”gente importante”, eu vou estar conversando vou estar sentando numa mesa, vou estar tomando um café com essa galera, com essas pessoas e estar ali naquele momento… Ver todo mundo. Às vezes até por conta de diferenças, né? Seja de visual, de comportamento, de tudo mais. Estar ali no meio dessas pessoas e você ser reconhecido é um orgulho fora do comum, assim. Que eu não me imaginava. A gente fala, nossa, aonde eu cheguei e aonde eu quero chegar também, né? Porque aonde eu estou chegando?
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Estar aqui com políticos, com gente importante. Estamos debatendo coisas importantes para a cidade. E que o nosso trabalho tem muito valor ali, porque nós somos as vozes de quem não tem voz, literalmente, né? As pessoas dos bairros periféricos que denunciam as coisas. Então, a gente leva isso até os órgãos públicos, né? Porque eles têm acesso, a gente tem essa visibilidade de mostrar o problema das pessoas. Então, assim, a gente carrega também uma responsabilidade, mas, ao mesmo tempo, tem esse orgulho de estar ali sendo reconhecido como qualquer outro profissional e estar ali, entre aspas, no mesmo patamar que ele, sabe?
Então, assim, falando dessas experiências de coletiva, de ser convidado para encontros, isso é muito gratificante, isso é muito… mexe com o meu coração, assim, sabe? Porque eu consigo enxergar que talvez eu esteja dando certo na profissão, eu realmente… aquilo que eu queria fazer está dando resultados, sabe?”
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Luane Figueiredo:
”Sei. E é muito importante, a gente tem um papel, uma responsabilidade muito grande sendo comunicadores. E principalmente na região, porque você agora que está atuando em Belo Horizonte, eu queria saber qual você acha que é seu papel como comunicador local? Principalmente em uma cidade, é uma capital. E se você acha que diferencia muito do meio local e do meio nacional.”
Para aqueles que desejam se aprofundar na trajetória de Paulo Lima e entender suas perspectivas sobre o jornalismo local, convidamos a ouvir o episódio completo. Durante a conversa, Paulo compartilha não apenas suas experiências, mas também reflexões valiosas sobre os desafios enfrentados por profissionais da comunicação na atualidade, especialmente no que diz respeito à atuação no cenário regional de Belo Horizonte.
Esse bate-papo nos leva a considerar a importância do jornalismo comprometido com a verdade e a ética, destacando como a comunicação local pode impactar positivamente a sociedade. Ao longo do episódio, Paulo revela insights que certamente inspirarão tanto estudantes quanto profissionais da área.
Além disso, fique atento, pois em breve traremos mais episódios repletos de conteúdos relevantes e convidados especiais que enriquecerão ainda mais nossa discussão sobre o mundo da comunicação. O WikiSoft está sempre em busca de explorar novas ideias e proporcionar uma visão abrangente sobre o universo da mídia e da informação. Não perca!
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Repórter de rádio e de televisão
Mineiro, jovem repórter de rádio e televisão, apaixonado pela comunicação e pelo poder que ela tem de amplificar vozes. Comprometido com a qualidade e os detalhes da informação, acredita que o jornalista deve estar em todos os lugares e falar para todos os públicos. Otimista e perseverante, encara desafios com coragem e vê na profissão uma ponte para levar informação às novas gerações, integrando linguagem jovem e presença nas mídias digitais.
Estudante de Comunicação Social – Jornalismo na UEMG. Sou uma entusiasta da escrita e estou em busca de novas perspectivas. Além disso, sou apaixonada por descobrir e narrar histórias que inspiram e informam.