Netflix em Belo Horizonte? Veja os filmes gravados na Capital Mineira

 Netflix em Belo Horizonte? Veja os filmes gravados na Capital Mineira

Foto: Divulgação

Que o catálogo da Netflix está recheado de criações tupiniquins não é novidade para ninguém. Dentre filmes e séries, algumas destas produções ganharam o coração do público, como foi o caso de Cidade Invisível, Pedaço de Mim e Bom Dia, Verônica. Porém, o streaming decidiu expandir suas gravações por todo o país, chegando a Belo Horizonte com Vicentina Pede Desculpas, do diretor Gabriel Martins. Mas você sabia que existem outros longas gravados na capital dos mineiros? Então se assente na poltrona, pegue sua pipoca e venha descobrir outros filmes feitos em BH.

O Lodo

No longa, Manfredo (Eduardo Moreira) – funcionário de uma companhia de seguros – sai à procura de uma maneira de tratar um suposto quadro de depressão. Com isso, ele encontra o exótico psiquiatra Dr.Pink (Renato Parara), que aceita realizar o tratamento. Porém, em meio a sessão, o médico revela a Manfredo que este não possui depressão, mas sim um lodaçal dentro de si. Com isso, o paciente abandona o tratamento. Ele então busca fugir de Pink, de seus pesadelos e do seu misterioso passado. O filme do diretor Helvécio Ratton é uma adaptação do conto de mesmo nome, escrito pelo saudoso jornalista mineiro Murilo Rubião.

Marte Um

Antes de partir para sua mega produção, o jovem Gabriel Martins foi diretor do filme Marte Um. A obra conta a história da família Martins, moradora da periferia de Contagem que vê sua vida se dificultar após um resultado inesperado – e adverso – nas eleições presidenciais. Wellington (Carlos Francisco) aposta todas as suas fichas na carreira de Deivinho (Cícero Lucas), que embora dê continuidade às vontades do pai, sonha secretamente em se tornar astrofísico e colonizar Marte. Por outro lado, Eunice (Camila Damião) a filha mais velha se vê apaixonada por Joana, enquanto busca sua independência junto à família. Colecionando prêmios, Marte Um foi o filme escolhido para representar o Brasil no Oscar na categoria Melhor Filme Internacional, infelizmente não chegando a premiação pelo baixo financiamento em sua campanha.

Uma Onda no Ar

Também gravado pelo diretor Helvécio Ratton, Uma Onda no Ar conta com uma grande estrela, mas que na época ainda estava trilhando o caminho até seu brilho. O longa acompanha a história de quatro jovens amigos que vivem em uma favela da capital mineira e tem o sonho de criar uma rádio que os permita dar voz ao lugar em que vivem. É então que Jorge (Alexandre Moreno), Roque (Babu Santana), Brau (Benjamin Abras) e Zequiel (Adolfo Moura) vão em busca de criar o espaço em que essa população tão marginalizada seja finalmente ouvida por toda a cidade. 

Lançado no mesmo ano de Cidade de Deus, o filme apresenta uma visão – à primeira vista – um tanto menos violenta sobre os morros, mas com a mesma opressão. Entretanto, a história  tem sua base na realidade, adaptando a criação da Rádio Favela no início dos anos 80, no aglomerado da Serra. 

Aos olhos de um jovem que só viu o cinema americano desde pequeno, o filme brasileiro é que é estrangeiro.

O Dia Que Te Conheci

Chegando este ano aos cinemas, O Dia Que Te Conheci é um filme de comédia romântica que acompanha Zeca (Renato Novaes), um bibliotecário que trabalha em uma escola na região Metropolitana de Belo Horizonte, e tenta todos os dias levantar o mais cedo que pode para pegar seu ônibus. Porém, é no dia em que Zeca conhece Luísa (Grace Passô) que sua vida muda completamente. Ele então entende que o amor pode representar mais do que pensa. Do jovem diretor André Novais, o filme conta com a estreia do rapper FBC como ator, utilizando seu hit “Se tá Solteira” como música tema do trailer. 

Rua Guaicurus

Contando a história de uma das maiores zonas de prostituição do Brasil, Rua Guaicurus se propõe a acompanhar o dia a dia de um grupo de garotas de programa no baixo centro de Belo Horizonte, de uma forma híbrida entre o ficcional e o documental. O diretor João Borges conseguiu com um baixíssimo orçamento – cerca de R$ 90 mil, via Lei Municipal de Incentivo à Cultura – mostrar o contraste de uma capital pouco vista, mas que funciona a todo vapor desde os anos 1950. Lançado em 2018, o filme desperta discussões até os dias de hoje. Por entre a ética e a marginalização, estas se estabelecem como importantes conversas sobre uma profissão tão descredibilizada pelo preconceito.

A foto mostra um menino branco, bem sorridente. Ele veste uma blusa amarela por baixo de uma blusa azul, alguns números acima do tamanho dele. Além disso, ele tem uma panela de ferro na cabeça, fazendo algo como um chapéu. Ao fundo, existe uma parede de azulejos amarelos.
Samuel Costa interpreta o "Menino Maluquinho" no filme de 1995 • Reprodução/IMDB

Menino Maluquinho - O Filme

Menino Maluquinho é o filme mais antigo de nossa lista, mas tenho certeza de que já fez parte da infância de muita gente. Lançado em 1995 por Helvécio Ratton, o longa se passa no final dos anos 1960 e conta a história de um garoto (Samuel Costa), que feliz com sua família e seus amigos, descobre o mundo à sua volta e aprende aos poucos a lidar com sua vida. As belas paisagens da Rua Congonhas, no bairro Santo Antônio, preenchem as telas e trazem a história dos quadrinhos de Ziraldo à realidade. A leveza do filme nos faz retornar à nossa própria infância. Dentre as aventuras a pureza infantil nos consome de vez, se transformando em uma oportunidade perfeita de se reunir com a família e lembrar boas histórias.

Continua Depois do Bloco

O Homem das Multidões

Baseado no conto de Edgar Allan Poe, O Homem das Multidões é um drama nacional, dirigido por Cao Guimarães e Marcelo Gomes. O filme acompanha Juvenal (Paulo André) um maquinista do metrô de Belo Horizonte que, para se sentir menos imerso em sua solidão, busca se misturar à grande multidão da cidade. Já Margô (Sílvia Lourenço), é uma controladora de estação do metrô que não consegue sair das redes sociais.O filme aborda a solidão por diferentes óticas, buscando uma interação entre os personagens que evidencie a tristeza de suas realidades. 

Os diretores contam em entrevista ao portal Adoro Cinema que se conheceram em Belo Horizonte. Foi nesta época que Marcelo estava montando Cinema, Aspirina e Urubus e Cao estava lançando A Alma do Osso. Foi então que os dois conversaram sobre o conto de Edgar Allan Poe, onde o personagem seria colocado em uma grande metrópole do século XXI e teria sua solidão abordada no longa. 

Continua Depois do Bloco

Baronesa

Lançado em 2017, Baronesa acompanha a difícil realidade das vizinhas Leidiane e Andreia, moradoras da Vila Mariquinha, bairro da zona Norte de Belo Horizonte. Enquanto Leid espera pelo marido preso, sua vizinha procura sair do bairro o quanto antes, em uma medida desesperada de se proteger do crime que assola a região. Entre a crueza das cenas e a franqueza dos diálogos, o filme marca a estreia de Juliana Antunes como diretora, em um projeto que nasceu de um trabalho de Juliana em sua graduação. O filme rodou por entre diversos festivais, conquistando prêmios e a admiração de seu público.

Continua Depois do Bloco

Belo Horizonte - Uma Capital Multicultural

Com essa lista de filmes, podemos ver que BH apresenta um mar de possibilidades para diversos autores, seja utilizando a metrópole como um pano de fundo ou tornando ela um personagem dentro de sua trama. A diversidade de temas abordados por cada diretor mostra que nossa amada capital pode se tornar um grande polo de produções cinematográficas. Mas e você, conhecia todos os nomes dessa lista? Não perca a chance de assistir e celebrar Belo Horizonte como uma cidade multicultural.   

Assine o WikiSoft

Seja Premium e tenha acesso a conteúdos exclusivos

Assine o WikiSoft

Seja Premium e tenha acesso a conteúdos exclusivos

Matérias Relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhar com...